Pescando em Paquetá
Tirei uns dias de folga. Saí literalmente do ar. Sem televisão, celular, computador e carro. Fui pra Paquetá.
Passei a vida inteira me cobrando essa visita. Já viajei tanto, conheço cantos do Brasil que nem o Google Earth conhece e Paquetá que fica à 1 hr de barca do Rio, não conhecia. Quando comentei no trabalho que passaria meu feriadão lá, foi uma gozação só.
Foda-se, fui e amei. Fora a água poluída da Baía de Guanabara, Paquetá é uma poesia. Charretes, bicicletas, bondinhos, casais apaixonados, velhinhos, cachorros, criança solta na rua, pastel de siri, miquinhos na janela da pousada todo dia de manhã, barquinhos na beira da praia, pedaços de História, pôr do sol fantástico e pesca.
Falando em pesca, fui com o seu Zé Carlos, pai de um amigo pescar. Horas de tarrafa jogada n'água e nada. Até que uma hora, mudamos de praia e vieram um peixe (do tamanho de uma sardinha) e um siri. "Douglas, tras o saco!" Entro eu n'água morrendo de nojo, com o saco (tipo saco de batata) para coloca-los e com a esperança da pesca ser farta. Infinitas tarrafadas sem sucesso depois, seu Zé Carlos desiste, "Hoje não ta bom pra pesca, vamos embora. Vou dar o siri para esse moço (um cara que pegava siri próximo da gente com puçá - pegou vários), o peixe eu vou levar. Ué! Cadê o peixe Douglas?!"
"Heheh, fugiu..."
Mermão, vc acredita que o peixe pulou do saco? Puta que pariu, só acontece comigo!
