São Sebastião.

 

 

 

 

SÃO SEBASTIÃO nasceu em Narbona. Foi um valente soldado. Sua fama de bom soldado era tamanha que tornou-se estimado pelos imperadores Diocleciano e Maximiano. Não demorou muito, tornou-se o primeiro capitão da guarda do Império.

Sebastião vivia num tempo em que era proibido confessar o Cristianismo. Os soldados prendiam sem dó nem piedade os cristãos. Acontece que Sebastião era um cristão, e o imperador não sabia disso. E Sebastião ajudou tanto aos demais cristãos que foi conhecido depois como o DEFENSOR DA IGREJA. A atuação de Sebastião nesse sentido consistia, principalmente, em confortar aos cristãos que eram perseguidos, e especialmente aos que padeciam no martírio. Até mesmo pessoas em altos postos do sistema carcerário romano se converteram à fé em Jesus por meio do seu testemunho.

Então, Sebastião foi denunciado ao imperador Diocleciano. Indignado, o Imperador o condenou à morte. Seu corpo foi cravado de flechas e abandonado para sangrar até a morte.

Encontrado ainda com vida por viúva (Santa Irene, celebrada no dia 30 de março) e alguns amigos, foi resgatado. E Irene cuidou de suas feridas. Após sua recuperação, o valente Sebastião se apresentou ao imperador Diocleciano, censurando-o por sua crueldade e exortando-o a deixar de adorar os falsos deuses, mediante suas imagens de escultura. O imperador ficou estarrecido ao ver em sua presença aquele que cria estar morto. Preso novamente foi açoitado até morrer.

Outra versão conta que ele  foi morto a pauladas e boladas de chumbo em 303 DC e o Imperador ordenou que ele fosse jogado em um fossa de modo que os cristãos não o encontrassem. Mas mais tarde Sebastião apareceu para uma cristã chamada Lucina (Santa Luciana, celebrada em 30 de junho)  e disse a ela :" em certo poço você me encontrará pendurado por um gancho e você deve me enterrar nas  catacumbas dos apóstolos". Na mesma noite ela e seus servos fizeram o que Sebastião ordenou. Alguns autores dizem que Lucina o enterrou no jardim de sua casa que ficava situado na Via Apia onde está hoje sua Basílica. Ele foi martirizado no ano de 287 DC. Mais tarde a Igreja  construiu na parte posterior da catacumba um templo em honra do santo: A Basílica de São Sebastião que lá existe até hoje e recebe grande romaria dos seus devotos. Existe ainda uma capela em Palatino em homenagem a São Sebastião.

Existem inconsistências no relato da vida de São Sebastião: Historicamente o edito que autorizava a perseguição sistemática dos cristãos pelo Império foi publicado apenas em  303 pelo que a data tradicional do martírio de São Sebastião parece um pouco precoce. O simbolismo na História, como no caso de Jonas, Noé e quase tudo na Bíblia e também de São Sebastião, é vista, pelas lideranças cristãs atuais, como alegoria, mito, fragmento de estórias, uma construção histórica que atravessou séculos.

É um santo muito popular e padroeiro do município do Rio de Janeiro, dando seu nome à cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Reza a lenda que, na batalha final que expulsou os franceses que ocupavam o Rio, São Sebastião foi visto de espada na mão entre os portugueses, mamelucos e índios, lutando contra os franceses calvinistas. Além disso, o dia da batalha coincidiu com o dia do santo, celebrado em 20 de janeiro.

Sincretizado na Umbanda com Oxossi, o Orixá Caçador. Tanto o santo, quanto o Orixá, são muito cultuados por todo o Brasil. A relação de São Sebastião com Oxossi está no símbolo da flecha e do arco. Comum para as duas divindades.